Estou aqui maratonando a olimpíada Tokyo 2020 e acho que é a primeira vez que assisto tudo quanto é esporte, mesmo que o Brasil não esteja participando.
E o título deste post não tem relação as injustiças cometidas no surf e judô.
Então começo a relacionar esse texto ao título. O Brasil levará 303 atletas que participarão de 35 modalidades, de um total de 50, segundo o COB. Apesar de ser a maior delegação (excluindo quando fomos os anfitriões), pecamos no nível de competição com os demais países. E antes que imaginem que estou desmerecendo nossos atletas, eu os considero heróis!
Não podemos colocar tudo na conta do governo. Nosso país carece de tanta coisa, que acredito que haja outras prioridades. Mas o governo deveria dar o exemplo no incentivo da prática esportiva nas escolas públicas e na manutenção dos espaços para práticas esportivas, como estádios de atletismo. Recentemente ouvimos nos noticiários planos de demolição dos estádios de atletismo no Rio de Janeiro e em São Paulo. Acredito que esses estádios possam ser demolidos, sim. Mas para isso, devem ser construídos novos espaços em locais acessíveis à população. Não podemos repetir o que foi feito na construção do Engenhão e do parque olímpico, ambos no Rio de Janeiro. O Engenhão tem pista de atletismo, mas não é usada da mesma forma que as instalações do parque olímpico também não são utilizadas para o esporte, sem mencionar que demoliram o autódromo que existia no local.
A iniciativa privada alega não ter retorno, muito provavelmente porque o brasileiro não reconhece e não valoriza o esporte. Isso faz com que muitos atletas morem fora do país para treinar em alto nível, é o reflexo de uma sociedade egoísta que só privilegia poucos e reconhece apenas quem vence.
Precisamos mudar a cultura. Enquanto isso não acontece, estaremos longe de praticar o espírito olímpico!



