Já havia passado das 14h e apareceu aquela vontade de comer um doce após o almoço. Estou como um louco preenchendo uma planilha no trabalho e olho para o canto direito da tela do meu computador e vejo a data de 27 de Setembro de 2013.
Lembro-me imediatamente que hoje é dia de São Cosme e Damião. Para nós, cariocas, é dia das crianças correrem atrás de doces que os devotos distribuem para cumprimento de promessas. Estou fora do Rio há 10 anos e nunca mais presenciei isto. Que saudade!
De repente, no facebook, minha amiga Dani me deu o empurrãozinho que faltava para eu escrever este post: "...Como esse povo cresceu sem a feliz surpresa de encontrar um saco colorido de cocô de rato ou a decepção de encontrar um doce de abóbora? Como não aprenderam as bases do Maniqueismo ao classificar os saquinhos em bons ou ruins? Como não desenvolveram a habilidade pra negociação na clássica barganha: um zorro por uma paçoca?..."
Complemento: Cadê as maria-moles e os suspiros? Nossa! E os pés de moleque, os peitinhos de moça, pingo de leite e o chupa-chupa? Como era divertido a corrida pelas ruas. Ficar na fila pela espera de um saquinho bom. Estar atento aos carros que passam, pois muitos devotos distribuem seus saquinhos de carro. E no final do dia, minha mãe tirar uma bacia do armário para colocarmos os doces que conquistamos. Ufa! Cansei.
Isso foi uma infância vivida plenamente e que no dia de São Cosme e Damião, espalhava alegria, gritos, correria e um pouquinho de pânico para aquele casal de idosos da vizinhança.
Infelizmente, não sei ao certo se isso não faz parte da cultura do restante do Brasil ou se está simplesmente se acabando. Apenas espero que meus filhos e netos tenham a oportunidade de viver um pouco desta infância.

Peraí !!!!!! As marias- moles, os picolés de bananadas e os copinhos com gelatina - eu pegava pra mim.
ResponderExcluirAss. mãe que n teve infância.