Hoje vou contar para vocês a sexta-feira, a qual passei o dia inteiro dentro do aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro.
Antes, preciso expor que tenho o costume de chegar em cima da hora para embarcar, mas desta vez, por ser uma sexta-feira, previ um trânsito intenso no Rio e cheguei exatamente uma hora antes do vôo para despachar a bagagem, pois já havia feito o web check-in.
Não era 9h da matina e não acreditei na fila que encontrei para o check-in da Azul no aeroporto Santos Dumont (SDU). Ela fazia um caracol no corredor do aeroporto e após 2h que eu já estava na fila, chegou uma funcionária da Azul muito simpática, por sinal, e resolveu arrumar a fila. Acreditem, a fila foi até o saguão de desembarque!
Primeiro problema da Azul: Apesar de ter feito o check-in pela internet, o que deveria facilitar as coisas, para despachar a bagagem, sou obrigado a ficar na fila junto com os demais passageiros que ainda vão fazer o check-in. Porque não é permitido o check-in pela internet apenas para passageiros sem bagagem ou somente com bagagem de mão?
Indo direto ao despacho da bagagem após 2h15 em pé na fila, ou seja, às 11h15 a Azul ainda não havia confirmado o horário de partida de um vôo, cuja partida estava prevista para às 9h52.
De lá, apesar de caro, é bom adquirir umas lembrancinhas do Rio de Janeiro para amigos e esposa, né? Enfim, após mais uma hora de espera na sala de embarque, a Azul nos chama para nos fornecer um voucher para alimentação e confirma que o vôo partiria às 14h.
Segundo problema da Azul: O voucher de R$35 numa primeira impressão é um excelente valor, mas quando chegamos na balança do restaurante à kg escolhido pela companhia aérea Azul, descobrimos que o restaurante 14 Bis cobra mais de R$60/ kg, ou seja, os R$ 35 não são o suficientes para uma boa alimentação e um suco de laranja. Conclusão: -R$13 na minha conta.
O lado positivo do almoço é que conheci uma garotinha com 3 anos de idade que era uma graça! Ela e sua mãe estavam no mesmo vôo, mas ainda iriam para Fortaleza-CE. Nestas horas de cansaço e ambiente estressante, podemos perceber que sempre há alguém numa situação pior que a sua. A menininha era muito engraçada e sua inocência nos faz esquecer os problemas de atraso do vôo.
Terceiro problema da Azul: Fazer falsas promessas. Quando os ponteiros do relógio apontaram 14h e os passageiros não foram chamados para o embarque, fomos em busca de funcionários da Azul, mas não encontramos nenhum deles na sala de embarque. Estavam fugindo de nós? Ao descer até o balcão da Azul na área de check-in, percebi que todos os atendentes estavam cansados e estressados como os passageiros, a fila do check-in ainda estava enorme e o caos estava instaurado com outros vôos cancelados e atrasados.
Eram 14h30 e havia passageiros brigando com os atendentes, outros, estavam resolvendo sua vida remarcando vôo ou solicitando o embarque por outra companhia aérea. Eu solicitei a presença do gerente responsável pela Azul no aeroporto Santos Dumont. Reclamei da falta de informação e da irresponsabilidade deles, pois já deveriam ter procurado os passageiros e oferecer as assistências previstas no regulamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), tendo em vista que o vôo estava mais de 4h atrasado. Em momento algum a Azul ofereceu aos seus passageiros telefone, internet, hospedagem ou remarcação da passagem sem custos. Os passageiros é que estavam, individualmente, buscando seus direitos. O gerente me informou que a próxima aeronave da Azul que chegasse ao SDU, nos levaria para Campinas. A previsão de chegada deste vôo no Rio era 15h30, mas o gerente me informou que estavam sem comunicação com Campinas.
Quarto problema, mas esse é do Brasil: Neste país que tanto amo, a burocracia e falta de vontade para se resolver os problemas predomina. Após conversar com o gerente da Azul fui até o balcão da ANAC para fazer a reclamação, porém recebi um balde de água fria na cabeça. Infelizmente, só é recebida a reclamação na ANAC se fizermos uma reclamação na companhia aérea antes de levá-la a ANAC. Mesmo com aquela situação caótica sob o nariz da ANAC, nada eles faziam. Na realidade, as 3 pessoas que estavam na loja da ANAC diziam-se ser apenas atendentes e estavam felizes sentados no sofá da salinha deles. Brasil, é assim que você quer ser levado a sério?
Quinto problema: Ao voltar da ANAC, fui até o balcão da Azul para protocolar minha reclamação. Enquanto esperava o atendimento chegam 2 passageiros de outro vôo para Campinas pedindo atencipação do seu vôo. O primeiro, era uma jovem que teve seu atendimento negado. Eu inclusive avisei à ela que se tivesse sorte, seu vôo não atrasaria. Já o segundo, ao receber uma resposta negativa, informou que conhecia um sr. de sobrenome Neeleman da Azul. Ainda questionou a atendente: -Você o conhece? Sabe quem é? Eu posso ligar para ele, disse o passageiro. A coitada da atendente ofereceu a ele a lista de espera. Mas o que é isso? Não é abuso de poder? Porque o atendimento não é igual para todos os passageiros? Porque a jovem que pediu a mesma coisa, não conseguiu? Azul, isso é uma vergonha! É um desrespeito a todos os seus clientes!
Eu já estava me sentindo cansado e lesado pela Azul, pois eu já estava há 6h dentro do aeroporto e estava decidido que se o meu vôo não partisse até às 16h eu só voltaria para Campinas no Domingo, quando o gerente ao me ver, informou que a aeronave, a qual me levaria para Campinas já havia aterrissado. Aproveitei para reclamar que o meu vôo, previsto para chegar no aeroporto de Viracopos às 11h não me faria pegar trânsito, mas naquele momento eu estaria sujeito aos engarrafamentos do final da tarde de uma sexta-feira. Prontamente, o gerente me ofereceu pagar o transporte no meu destino.
Resolvi voltar para a sala de embarque, mas estava com receio do vôo atrasar mais ainda. Logo, resolvi fazer o que sempre faço e ainda não havia feito, tomar um sorvete antes de embarcar. Superstição, nunca é demais!
Para completar, ao passar no raio-x pela 3ª ou 4ª vez, resolveram encrencar com as lembranças que comprei antes da primeira passagem pelo raio-x. Mas tudo tranquilo.
Sexto Problema: Ao embarcar no jato da embraer, a televisão de bordo não estava funcionando, a bateria do meu celular estava acabando e eu não poderia ouvir música durante o vôo.
Pelo menos cheguei em Campinas bem e inteiro, mas no final do dia, estava tão cansado como se tivesse trabalhado o dia inteiro.
Azul, você pode ser a melhor companhia aérea do Brasil, mas para isso, não é só oferecer batatinhas em seus vôos. É preciso comunicação e bom atendimento aos seus passageiros.
Sabemos que houve problemas no aeroporto de Viracopos neste dia, mas não pode existir informações truncadas, sem falar, que o cumprimento da legislação é primordial. Antecipem-se sempre!
Aos leitores, se com a Azul foi essa bagunça e transtorno, imaginem se fosse com outra companhia aérea?